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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Clínica Veterinária


Muitos leitores me escrevem pedindo conselhos sobre doenças ou acidentes com seus hamsters. Digo e repito, não sou médica veterinária, e não posso tratar de nenhum animal!

Para quem mora na cidade de São Paulo, indico a clínica "Estação Zoo", localizada na Rua Loefgren,nº 1484, bairro Vila Mariana, Fone: (11) 5084-6912.

Esta clínica atende tanto animais domésticos comuns como os silvestres e exóticos, funciona das 9:00h às 23:00h nos dias da semana e das 9:00h às 18:00h aos sábados.

A clínica possui perfil no Facebook, no Instagram e no Google+.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Brinquedos caseiros: escada

A escada pronta.
1 - Junte diversos palitos de picolé. A quantidade de palitos vai depender da altura desejada para a escada.


2 - Lave e enxágue os palitos para remover todos os resíduos do picolé. A viscosidade dos restos do sorvete pode atrapalhar o hamster e dificultar a subida.
  • Deixe os palitos secarem completamente.

3 - Cole-os utilizando um tipo de cola atóxica. É importante usar uma cola que não seja tóxica, pois o bichinho pode mordiscar os palitos e, sem que se perceba, acabar ingerindo um pouco de cola. Você não vai querer que ele fique doente por ingerir cola de algum pedaço do brinquedo.
  • Deixe a cola secar completamente.

4 - Coloque a escada dentro da gaiola do hamster. Seja criativo na escolha do local no interior da gaiola.
  • Ponha a escada no fundo dela, criando um acesso para outro brinquedo.
  • A escada também pode ser utilizada como uma ponte entre os brinquedos, que podem ser caixas de papelão ou embalagens de leite.
  • Tome cuidado com a altura e o local da escada. Lembre-se que os hamsters são mestres das escapadas! 
  • Não esqueça de sempre verificar o estado do brinquedo, retirando-o se estiver muito danificado e oferecer riscos ao hamster.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Quebra de dentes


Os roedores precisam roer com frequência materiais firmes, para controlar o tamanho dos dentes que nunca param de crescer. Indivíduos mais velhos, que já não roem tanto e tem menos cálcio, podem apresentar vários problemas dentários.

É comum animais idosos quebrarem os dentes, em acidentes ou roendo as barras da gaiola. Quando isto acontece, o dente quebrado pode machucar a boca ou os lábios do animal, ou o dente que não quebrou pode crescer muito rápido pela falta de desgaste, e acabar ferido a porção oposta da boca.

Principais causas de quebras de dentes:

- Quedas, acidentes,
- Dieta pobre em nutrientes,
- Deficiência em vitamina C,
- Desequilíbrio na razão entre cálcio/fósforo na alimentação.

Tratamento

As feridas devem ser bem limpas, e os restos de dentes quebrados devem ser removidos. Os dentes que cresceram demais devem ser cortados, o mais proporcional possível. Recomendo que isso seja feito por um médico veterinário. Caso você queira fazer isso em casa, lembre-se que o dente possui uma parte "viva", com nervos e sangue, e se essa parte for danificada, além de causar grande dor a ele, seu hamster poderá falecer por hemorragia ou infecção!
Durante a recuperação, deve-se dar atenção especial `a alimentação, ofereça:
  • gema de ovo cozido,
  • banana amassada,
  • maçã raspada,
  • ração extrusada, amolecida com água morna,
  • ração de cachorro, molhada para amolecer,
  • biscoito para cães, molhado para amolecer,
  • bolacha tipo "água" ou integral, molhada para amolecer,
  • ervilha cozida amassada,
  • cenoura cozida amassada.
A ração normal deve ser mantida na gaiola, e a alimentação diferenciada deve ser dada em pequenas quantidades, várias vezes ao dia.

Prevenção

Hamsters idosos têm menos cálcio nos dentes e ossos. Para um animal de ciclo de vida tão curto, indivíduos com mais de um ano e meio são considerados idosos.
Para prevenir quebras de dentes, ofereça ao hamster periodicamente:
  • suplemento vitamínico,
  • biscoito para cães (evite os de sabor carne!),
  • casca de ovo (bem lavada e seca).
Manipule-o com cuidado e não use gaiolas com mais de um andar para evitar quedas e acidentes.

Quebrou ou caiu?

Recebo muitos pedidos de ajuda, de leitores que informam que os dentes do seus hamsters "caíram". 

Primeiro, devo reforçar que NÃO sou veterinária, e que este blog não pretende, em momento algum, substituir os cuidados de um médico veterinário! Segundo, quando o hamster apresentar qualquer alteração física ou comportamental, leve seu amiguinho a um veterinário o mais breve possível!

Dito isso, vale lembrar que os hamsters são mamíferos, roedores, possuem dentição permanente desde o momento do nascimento, sendo que os incisivos superiores e inferiores tem crescimento contínuo. Sendo assim, se um dente permanente realmente caiu, esse dente não crescerá de novo! E não há o que fazer, a não ser tentar alimentá-lo com uma dieta mais mole.

Na minha opinião, na maioria dos casos relatados, os dentes devem ter quebrado, mas os proprietários não conseguem checar isso direito e entram em desespero, achando que os dentes caíram!

Espero que este post ajude os proprietários de hamsters a cuidarem melhor dos seus amiguinhos!
Fórmula dentária dos hamsters: I 1/1; C 0/0; PM 0/0; M 3/3

Reconhecer a idade pela dentição

Indivíduo jovem.

Quando jovens, os dentes do hamsters são claros, parecendo até que são transparentes! Veja foto acima. Conforme o animalzinho vai envelhecendo, seus dentes vão ficando amarelados, muito escuros. Veja foto abaixo.

Hamster mais velho.

Como dar remédios para hamsters


Ser um dono responsável significa dar a atenção adequada aos seus animais de estimação, como hamsters, cães e gatos. Os hamsters são muito frágeis, mas também se recuperam com muita facilidade. Um risco comum a eles é uma infecção de pele causada pela utilização de aparas de madeira para a cama. Se isso ocorrer, seu amiguinho ficará bom rapidamente com a ajuda de um antibiótico oral. Embora possa parecer uma tarefa difícil, ela é, na verdade, muito simples de ser feita.

O que você precisa?

Seringa
 
Instruções
 
  1. Prepare a medicação e deixe-a à mão. Se ela veio do veterinário, provavelmente já terá sido transferida para a seringa. Se não, faça isso. A seringa será utilizada para jogar o remédio dentro da boca do hamster, não para injetá-lo. 
  2. Retire o hamster de sua gaiola com delicadeza. Estes bichinhos podem se estressar com facilidade, então faça tudo em um ambiente calmo e silencioso.
  3. Ponha seu hamster cuidadosamente sobre uma superfície, mantendo sempre contato com ele. Eles não costumam gostar de serem segurados por muito tempo, ficando inquietos, então tente entretê-lo, fazendo com ele fique o tempo todo deitado de costas para que você possa administrar o antibiótico.
  4. Faça seu hamster "sorrir". Para conseguir pôr a seringa em sua boca sem desperdícios de remédio, você precisa mantê-la bem aberta. Para fazer isso, agarre a pele da parte de trás da área da cabeça. Os hamsters têm muita pele neste local, então você não irá machucá-los.
  5. Depois de abrir a boca de seu hamster, coloque rapidamente a seringa e empurre o êmbolo. Ele disparará rapidamente o medicamento goela abaixo.
  6. Solte a pele de seu hamster e segure-o carinhosamente em suas mãos para confortá-lo. Eles preferem pequenos espaços à áreas amplas e abertas, então, em seguida, leve-o de volta para o aconchego de sua gaiola e deixe-o sozinho para relaxar e se recuperar.

Dicas & Advertências
 
Verifique se seu hamster tem bastante coisas próprias para serem mastigadas, especialmente após passar por algo estressante, como tomar remédio. Eles ficam muito nervosos quando suas rotinas ou ambientes são incomodados, e para aliviar a tensão, mastigam. Deixe seu amiguinho relaxar depois de receber a medicação para que seu pequeno corpo possa focar na sua recuperação. Por isso, é importante que ele seja deixado sozinho para mastigar e ficar à vontade sem ser incomodado.
 
Infecções são fáceis de serem tratadas, mas pioram rapidamente e, se você esperar muito tempo para tratá-las, o pequeno corpo de seu hamster ficará sobrecarregado, levando-o até mesmo à morte.
 
Evite usar lascas de madeira como cama, já que elas são muito ásperas para a pele sensível dos hamsters, especialmente quando se trata dos animais mais velhos.

Conheça o verdadeiro Pikachu



Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Ochotonidae
Gênero:
Ochotona

Ochotona é um gênero de mamíferos da família Ochotonidae. Na nomenclatura vernácula são chamados de pikas, lebres-assobiadoras, lágomis e coneys.
Taxonomia

O gênero Ochotona foi dividido em três subgêneros com base em análises moleculares: Pika, incluindo as espécies do norte, Ochotona, as espécies das estepes, e Conothoa, as espécies das montanhas. Em 2009, um novo estudo molecular demonstrou que O. pusilla não pertencia ao subgênero Ochotona. Em 2014, foi proposto oficialmente a criação de um quarto subgênero, o Lagotona, para a espécie O. pusilla.

O Mammals Species of the World, em 2005, incluiu 30 espécies no gênero. Em 2007, O. scorodumovi Skalon, 1935 foi reconhecido como uma espécie distinta de O. alpina, entretanto, em 2008, o nome da espécie foi corrigido para O. mantschurica Thomas, 1909, devido a prioridade na descrição. Em 2012, dois táxons descritos com base na variação fenotípica da pelagem, O. gaoligongensis Wang, Gong & Duan, 1988 e O. nigritia Gong, Y.-x. Wang, Z.-h. Li & S.-q. Li, 2000, foram reavaliados e incluídos como sinônimos de O. forresti Thomas, 1923. Em 2014, uma nova reavaliação considerou O. muliensis Pen & Feng, 1962 sinônimo de O. gloveri Thomas, 1922, e O. himalayana Feng, 1973 sinônimo de O. roylei Ogilby, 1839, e também considerou o nome O. huangensis Matschie, 1908 sinônimo de O. dauurica Pallas, 1776, passando a usar O. syrinx Thomas, 1911 para o táxon em questão. A revisão das espécies do gênero ocorrida em 2014, considerou a existência de 78 espécies.

Curiosidade 
Na franquia de jogos Pokémon, o personagem Pikachu é descrito como um rato (ordem dos roedores) mas na verdade é um Ochotona (ordem dos lagomorfos).

sábado, 28 de janeiro de 2017

Diferenças entre roedores e lagomorfos

 
Lagomorfos não devem ser confundidos com roedores. Existem algumas diferenças básicas que começam por: nem todo animal que rói é classificado cientificamente como roedor! 
 
Crânio de coelho (em cima) e de um roedor (embaixo).
Lagomorfos

Os lagomorfos (latim científico: Lagomorpha) constituem uma ordem de pequenos mamíferos herbívoros que inclui os coelhos, lebres e ocotonídeos, na qual se incluem duas famílias: Leporidae (coelhos e lebres) e Ochotonidae (pikas).


Características

Embora exteriormente os lagomorfos se assemelhem a roedores, há diferenças que justificam a sua inclusão numa ordem à parte. Elas são: 
  1. quatro (em vez de dois) dentes incisivos na maxila
  2. o escroto do macho está em frente do pênis
  3. o pênis não tem ossos como nos roedores
Tal como os roedores, os lagomorfos têm dentes que crescem continuamente, necessitando portanto de atividade constante para evitar que fiquem grandes demais.

Fonte


Roedores

Os roedores (do latim científico: Rodentia) constituem a mais numerosa ordem de mamíferos com placenta contendo mais de 2000 espécies, o que corresponde a cerca de 40% das espécies da classe dos mamíferos.

No entanto, todos compartilham uma característica: uma dentição altamente especializada para roer. Todos os roedores possuem um par de incisivos na arcada dentária superior e inferior seguidos por um espaço, o diastema, e por um ou mais molares e pré-molares. Nenhum roedor possui mais de quatro incisivos e nenhum roedor possui caninos. Seus incisivos não têm raiz e crescem continuamente. As superfícies anterior e laterais são cobertas de esmalte, enquanto a posterior tem a dentina exposta. No ato de roer, os incisivos se atritam, desgastando a dentina, o que mantém os dentes bastante afiados.

Grupos comumente confundidos com roedores e erroneamente inclusos entre eles: Chiroptera (morcegos), Insectivora (ouriços, toupeiras), Lagomorpha (coelhos, lebres), Scandentia (tupaias) e Carnivora (Visons).



Características
Estes mamíferos possuem dois pares de dentes incisivos (dentes da frente) bem desenvolvidos. Um par situa-se no maxilar superior e o outro no maxilar inferior. Estes pares de dentes crescem continuamente, pois são desgastados à medida que o animal vai roendo as cascas dos ramos das plantas. Os roedores não possuem dentes caninos (presas), mas têm molares para a trituração do alimento. Como exemplos, temos o rato, o camundongo, a capivara (o maior roedor do mundo), o esquilo, a marmota e o castor.


Fonte.