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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Pelagra em hamsters


A falta de vitamina B3 está transformando hamsters franceses em animais mais agressivos e até canibais. A dieta desses pequenos animais onívoros, que no passado incluía raízes, pequenos insetos e grãos, mudou nas últimas décadas com a substituição da variada mata nativa por monótonas plantações de milho – cereal que não contém o nutriente essencial, também conhecido como niacina ou ácido nicotínico.

Essa deficiência nutricional – chamada “pelagra” – também atinge o ser humano. Ela já foi comum no sul dos Estados Unidos entre a Primeira Guerra Mundial e a década de 1940, quando atingiu mais de 3 milhões de pessoas. Ainda hoje, a pelagra se manifesta em menor escala em países subdesenvolvidos, como a Índia. Seus sintomas são conhecidos como os três “Ds”: dermatite, diarreia e demência.

Uma versão canina da doença já era conhecida desde 1937. Seu sintoma mais típico estava na língua dos cachorros, que ficava escura, quase preta. Em 1938, três médicos liderados pelo Dr. Tom Spies descobriram que as duas condições eram na verdade análogas, e que a niacina usada para tratar os cães também poderia curar seres humanos – uma conclusão que salvou milhares de vidas e rendeu a ele o título de homem do ano da revista Time.

Mais de 60 anos depois, foi a língua mais escura dos hamsters que denunciou a deficiência. Liderados por Mathilde Tissier, biólogos da Universidade de Estrasburgo já suspeitavam que a redução da população de roedores da região não estava associada à disseminação e mecanização da produção agrícola. Haveria outras razões, como o envenenamento por agrotóxicos ou a destruição das tocas subterrâneas por colheitadeiras no inverno, que é um período de hibernação. Nenhuma das duas variáveis, porém, causou alterações demográficas notáveis.

Com a pista da língua negra em mãos, os pesquisadores foram para o laboratório e passaram algum tempo alimentando fêmeas grávidas com dietas ligeiramente diferentes: algumas comiam milho, outras, trigo. Ambas ganhavam minhocas de guarnição. O número de filhotes e sua saúde ao nascer foram iguais nos dois casos, mas enquanto 80% das crias de fêmeas que se alimentavam de trigo passaram do estágio do desmame, só 5% dos filhotes com mães que comiam milho alcançaram a mesma idade.

O filhotes eram armazenados com o cereal, como uma espécie de estoque alimentar, e então comidos vivos. Outros sintomas, como sangue espesso e agressividade incomum com seres humanos – os hamsters são, em geral, dóceis – resolveram a charada.

“Dietas impróprias baseadas em milho já foram associadas a taxas mais altas de homicídio, suicídio e canibalismo entre seres humanos“, afirmaram os pesquisadores em uma declaração ao Phys.org. “Sabendo que há espécies ameaçadas de extinção… [por oferta imprópria de nutrientes], é urgente aumentar a variedade de plantas cultivadas.”

sábado, 18 de janeiro de 2020

Curiosidades sobre os Hamsters

Os hamsters possuem polegar opositor, o que permite manipular objetos.

Os hamsters são os roedores mais fofos e peculiares. Quem é que nunca se apaixonou por aquela bochecha enorme ou pelos inúmeros vídeos deles fazendo as coisas mais engraçadinhas. Pois é, eles são seres incríveis e mesmo os admirando, pouco conhecemos sobre suas curiosidades, necessidades e cotidiano.

Por exemplo, você sabia que são animais noturnos? Ou que, em meio as 24 espécies de hamsters catalogadas, somente 5 são vendidas nos pet shops? E que dentro dessas cinco, a mais popular é o hamster sírio? Para essas e outras importantes informações, fizemos uma lista com 10 curiosidades sobre os hamsters, confira.

1. Eles roem os alimentos
Isso mesmo! Os hamsters não mastigam sua alimentação, ela é roída. É a coisa mais fofa! Já que eles usam as duas patinhas dianteiras para segurar o alimento.




2. Unhas e dentes nunca param de crescer
Isso acontece justamente por roerem e descascarem os alimentos, devido ao desgaste tanto dos dentes, como das unhas, ambos crescem constantemente.
Seus dentinhos ainda dão um charme especial.
 
3. Eles arrumam a própria cama
Sim, você leu direito! Diferente de nós, eles a arrumam, mas de um jeitinho um pouco diferente: levando cascas de sementes, pedacinhos de papéis e outras coisas que encontrem.




4. Eles têm uma alimentação diversificada

Seu cardápio varia entre sementes, grãos, gramíneas (popularmente conhecida por grama) e até mesmo insetos.
A verdade é que eles adoram uma graminha.
 
5. Bochechas flexíveis
Suas bochechas podem esticar absurdamente. Eles guardam bastante alimentos nela sem nenhum problema, fazendo-as atingirem duas ou três vezes o tamanho da sua cabeça.



6. Eles são meio ceguetas
A verdade é que os hamsters não enxergam muito bem, portanto se guiam através do olfato. Em suas duas primeiras semanas de vida, eles não enxergam nada, e, mesmo após este período, a visão deles não melhora muito. Eles são salvos pelas glândulas aromáticas.
Quando nascem não enxergam quase nada e, mesmo depois, ainda são melhores no olfato do que na visão.

 7. Os hamsters cuidam sozinhos da sua higiene
Independentes, né? Eles lambem suas patinhas e as passam em todo o corpinho, em uma espécie de escovação dos pelos -isso não quer dizer que resistam a um carinho.



8. Dedinhos
 O hamster possui 4 dedos nas patas dianteiras e 5 nas traseiras.
Diferentes dedinhos nas patinhas.

9. Muitos filhotinhos 
Uma fêmea pode gerar mais de 10 filhotinhos de uma só vez. Surpreso? É isso mesmo!




10. Vida curtinha
Eles, infelizmente, têm uma passagem na Terra muito curta. Sua estimativa de vida não ultrapassa os 4 anos.